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HISTÓRIA

HISTÓRIA

Os primeiros habitantes não indígenas destas paragens foram escravos fugidos que por aqui constituíram vários quilombos, sendo o Quilombo do Ambrósio o maior deles.
Localizado na cabeceira do rio Misericórdia, em ponto estratégico, era formado por um aldeamento protegido por uma vala em semicírculo e uma mata ao fundo, aonde chegaram a morar em torno de 800 negros. Cerca de quatro quilômetros dali fica uma colina denominada “Morro do Espia”, onde do alto se avistava muito bem, a estrada que ligava Goiás a Minas Gerais. Os escravos montavam guarda nesta colina e saqueavam as caravanas que por ali passavam. Em 1746, Bartolomeu Bueno do Prado comandou uma expedição que destruiu o Quilombo do Ambrósio. A origem do povoado de São Pedro de Alcântara, que deu origem à cidade de Ibiá, deu-se no início do século XIX, com ranchos às margens do rio Misericórdia, usados como pouso de tropeiros e de comitivas que saiam de São Paulo e Rio de Janeiro, conduzindo cargas para Goiás, através da Estrada Real ou Salineira. Politicamente, o chamado “Sertão da Farinha Podre”, constituído pelos atuais Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, pertencentes à Capitania de Goiás na segunda metade do século XVIII, retornando, em 1816 à jurisdição de Minas Gerais.
As primeiras citações sobre o povoado datam de 1733, relato do viajante estrangeiro J.E.Pohl e também em 1818, conforme o Dicionário Histórico-Geográfico de Minas Gerais. Em 1823, há registros que contabilizam 34 casas. Em 10 de outubro de 1882, por força da Lei nº 2.920, o povoado de São Pedro de Alcântara é elevado à condição de Distrito do Município de Araxá, passando a se chamar IBIÁ (palavra indígena que significa “Cabeceiras Altas” ou “Chapadas” devido ao aspecto panorâmico do local.
No dia 7 de setembro de 1923, com a Lei nº 843, aconteceu a emancipação política do Município. O desenvolvimento econômico da região passou do estabelecimento de prestação de serviços aos tropeiros para o surgimento das primeiras casas nas terras doadas pelo fazendeiro Antonio Alves da Costa. Vieram depois os garimpeiros no seu deslocamento em busca de novas áreas de mineração. Estes passaram depois, para a criação de gado, visando o abastecimento de carne e fornecimento de animais de tração para os garimpos remanescentes e para o povoado.
O fluxo migratório para a região foi intensificado no final do século XIX, motivado pela existência de terras baratas e o crescimento dos núcleos populacionais. O impulso definitivo para a consolidação do crescimento de Ibiá, veio com a chegada dos trilhos da Estrada de Ferro Goiás em 1913. Este empreendimento proporcionou a criação de milhares de empregos e dinamizou o transporte regional, trazendo progresso em todas as atividades.
Em 1964, a empresa suíça Nestlé inaugurou sua fábrica de leite em pó, criando mais empregos e possibilitando aumento da produção de leite e melhoramentos no plantel leiteiro da região.
No ano de 2005, o município de Ibiá foi o primeiro produtor brasileiro de leite com 104,428 milhões de litros produzidos, conforme pesquisa do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Atualmente o Município de Ibiá conta com uma população de 23. 060 habitantes, distribuídos nas zonas urbana e rural e nos distritos de Argenita e Tobati .
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